Curso de Inteligência no Timor Leste

by

Atendendo a um convite do Parlamento Nacional do Timor Leste, o Consultor e Diretor de Inteligência do Instituto Sagres, Fernando Fernandes, ministrou no período de 07 a 11 de novembro o Curso Intensivo de Inteligência para integrantes dos órgãos de Segurança e Defesa daquele país. Com 32 horas, o curso abordou os principais assuntos daquela atividade, como seus fundamentos, produção e proteção do conhecimento, técnicas acessórias de Inteligência e técnicas de apoio à análise de Inteligência. O evento serviu para promover a capacitação e aperfeiçoamento de parcela dos recursos humanos daquele país, bem como rever antigos amigos timorenses e estreitar os laços com algumas autoridades locais.

curso inteligência sagres

Chegada ao Aeroporto de Dili

curso inteligência sagres

Desenvolvimento do Curso Intensivo de Inteligência

curso inteligência sagres

Conclusão do curso

curso inteligência sagres

Jantar com autoridades timorenses, onde se destacam o Deputado Duarte Nunes, Vice-Presidente do Parlamento (à direita do consultor Fernando Fernandes) e o Ministro da Defesa Dr. Cirilo José Cristóvão (à frente do citado Deputado)

Política Nacional de Inteligência: finalmente aprovada pelo Governo

by

Desta forma, de agora em diante, será mais fácil à atividade de inteligência se articular tanto com outros organismos nacionais, assim como os internacionais, na busca de melhores meios para o efetivo embate de ameaças globais.

O jogo da imitação: o que fazer com a inteligência

by

O JOGO DA IMITAÇÃO é filme de sucesso. Mostra a saga de Alan Turing para quebrar os códigos da Enigma, a máquina de criptografar mensagens da Alemanha durante a Segunda Guerra Mundial.

O título do filme surge a partir da questão proposta por Turing a respeito da pergunta se as máquinas pensam… “talvez elas não pensem como os humanos”, sugere a resposta dada pelo ator britânico Benedict Cumberbatch que interpreta Turing.

O desenrolar do enredo cinematográfico dirigido pelo norueguês Morten Tyldum trata de um dilema que nos choca: o que fazer com mensagens decifradas? Salvar vidas, impedir mais destruição ou ganhar a guerra?

Transpondo essa ideia para o mundo de hoje talvez estejamos diante de algo bem semelhante: o que fazer com a inteligência gerada pelas informações que nos chegam a todo o momento?

Possuímos assustador volume de dados, estudos e análises. São públicos e fáceis de serem encontrados. Indicam tendências e fatos futuros que, em alguma época, acontecerão. Mas isso não é coisa de hoje ou de ontem. Também não é história de ficção científica ou de especulação visionária.

Como o Brasil deve conduzir estratégias por melhores condições de vida com relação à educação, saúde e segurança? A demanda por mais energia não era esperada? E o que dizer a respeito da água, a possibilidade de faltar seria muito difícil de imaginar? As questões de mobilidade urbana, quando terão o tratamento adequado? E as demandas sociais do aumento populacional juntamente com as alterações sensíveis na pirâmide etária, causando significativo aumento de idosos, quando terão tratamento adequado? Isto sem falar de investimentos em tecnologia, controle de endemias, ausência do Estado Brasileiro em áreas críticas como faixa de fronteira e Amazônia e um leque sem fim de problemas.

Parece o caso da Enigma onde as mensagens eram codificadas e indecifráveis! Naquela época a solução ficou por conta das máquinas de Turing.

E hoje? O que fazer com a inteligência enquanto fator de tomada de decisão? Penso que são casos que seres humanos podem resolver!

Homero Zanotta é consultor do Instituto Sagres

Análise da Dinâmica de Atores

by

Embora expressões como proatividade e gestão proativa constem do discurso da maioria dos gestores, infelizmente grande parte das organizações ainda tenta entender as consequências, para si ou seu nicho, dos fatos anunciados pela mídia na semana anterior. Na verdade estão reagindo ao que já está consumado.

ANÁLISE DA DINÂMICA DE ATORES: produto da Inteligência, insumo para a gestão estratégica. (Artigo publicado na Revista eletrônica O Debatedouro (MAIO 2014 | EDIÇÃO 84) no site O Debatedouro).

Associada ao Sagres ministra curso de Inteligência para a AMPLA

by

No período de 07 a 10 de janeiro e 2014, a empresa SLA Consultores em Estratégia, associada ao Instituto SAGRES, ministrou um curso de Inteligência e Segurança, com foco na Técnica de Entrevista, para a AMPLA Energia e Serviços S.A.

A AMPLA é uma concessionária de distribuição de energia elétrica, sediada em Niterói – RJ, pertencente ao Grupo Endesa Brasil, que atende cerca de 2,5 milhões de clientes residenciais, comerciais e industriais em 66 municípios do Rio de Janeiro, ou seja, 73% do território do Estado.

O curso, de 32 horas, destinado a gestores e operadores de segurança da empresa, constou de ensinamentos teóricos consolidados com intensos exercícios práticos dentro e fora da empresa.
Por ocasião do encerramento das atividades ficou evidente o sucesso alcançado, caracterizado pela dedicação dos capacitandos e pela excelente interação estabelecida entre estes e os facilitadores.

O Consultor Fernando Fernandes apresenta fundamentos teóricos da Técnica de entrevista

O Consultor Geraldo Valim orienta os capacitandos para a realização de um exercício prático

SAGRES participa de MBA no Rio Grande do Sul

by

O Instituto Eckart, no Rio Grande do Sul, desenvolve o tradicional programa de MBA Gestão de Pessoas, Estratégias e Negócios (GPEN), que capacita os participantes a compreender o processo de relações com pessoas em vários cenários, ambientes e dimensões. Em sua 13ª edição, o MBA contou com a participação do Presidente do Instituto SAGRES, Mário Andreuzza, que ministrou a disciplina Inteligência Competitiva. A disciplina tem os seguintes objetivos: apresentar o histórico e a conceituação de Inteligência Competitiva e o uso da Informação; caracterizar as funções básicas da Inteligência Competitiva, apresentar as características do profissional de IC; apresentar as formas de salvaguardar os dados, informações e conhecimentos sensíveis e estratégicos de interesse da Empresa; caracterizar a atuação do profissional de Inteligência; apresentar as ferramentas de Tecnologia de Informação em apoio à IC.

Instituto SAGRES participa do II Simpósio de Inteligência Cibernética realizado pela EsIMEX

by

Nos dias 30 e 31 de julho e 01 de agosto, a Escola de Inteligência Militar do Exército (EsIMEx) realizou o II Simpósio de Inteligência Cibernética, que contou com a participação de segmentos de Inteligência Cibernética das três Forças Armadas, além da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e Polícia Federal.

Como uma das entidades apoiadoras, o Instituto SAGRES foi representado por seu Diretor de Ciência, Tecnologia e Inovação, Carlos Porfírio Júnior, que proferiu a palestra “As organizações e o uso da Tecnologia da Informação no atual contexto Cibernético”.

O Instituto SAGRES cumprimenta a EsIMEx, na pessoa de seu Comandante e Diretor, Coronel Antônio Jorge Dantas de Oliveira, pelo brilhantismo do evento e pelos resultados alcançados, como fruto das salas temáticas ali desenvolvidas.

Flagrante da apresentação do Diretor de CT&I do Instituto SAGRES

Auditório praticamente lotado nos três dias de evento demonstra a relevância do assunto tratado

Vice-Presidente do Instituto Sagres profere palestra na Escola de Inteligência do Exército

by

Atendendo a convite formulado pelo Comandante e Diretor da Escola de Inteligência Militar do Exército (EsIMEx), Coronel Antônio Jorge Dantas de Oliveira, o Vice-presidente e Diretor de Inteligência Estratégica do Instituto Sagres, Fernando Fernandes, proferiu palestra para alunos do Curso Intermediário de Inteligência daquele estabelecimento de ensino. O evento, realizado no dia 11 de julho, teve como tema “A Análise de Inteligência”. A palestra abordou os fatores de influência no processo mental da análise e técnicas de apoio análise.

O Instituto Sagres sentiu-se honrado com o convite e externa sua satisfação em ter tido a oportunidade de contribuir com a EsIMEx – estabelecimento referência no País – na formação e aperfeiçoamento de seus alunos.

O Vice Presidente Fernando Fernandes apresentando os fatores de influência no processo de análise

Fernando Fernandes agradece a oferta de um brinde feita pelo Cel Dantas

A Copa e o terror

by

Foi em setembro de 2001 que o mundo assistiu perplexo à maior ação de uma organização terrorista a um Estado. Na manhã do dia 11 de setembro, 19 terroristas sequestraram quatro aviões comerciais a jato e bateram, intencionalmente, com dois deles nas duas torres do maior conjunto comercial do mundo, o World Trade Center, em Nova Iorque.

O terceiro avião foi lançado sobre o Pentágono e o quarto caiu em um campo próximo de Shanksville, na Pensilvânia, depois que alguns de seus passageiros e tripulantes tentaram retomar o controle da aeronave. O total de mortos nos ataques foi de 2.996 pessoas, incluindo os 19 sequestradores.

Os americanos sentem-se ameaçados de novo em Setembro. Desta feita por conta do filme sobre o profeta Maomé ― causa do ataque à embaixada dos Estados Unidos, em Benghazi, na Líbia ― que resultou na morte do embaixador americano e de outros três funcionários da embaixada. Três dias após o ataque, novas manifestações contra o país continuaram se espalhando pelo norte da África e Oriente Médio, deixando dezenas de feridos.

O vídeo, que é o trailer de um filme mais longo chamado Innocence of Muslims, cuja tradução livre é Inocência de Muçulmanos, parece retratar o islã como uma religião de violência e ódio, e Maomé, como um homem tolo e com sede de poder, entre outras coisas. Não é possível dizer se a causa é exatamente essa, ou apenas um pretexto, mas, independentemente da conclusão, a violência desencadeada por sua divulgação é condenável.

O fato é que o terror está presente todos os dias no noticiário internacional, seja por uma causa ou por outra. O terrorismo é um fenômeno típico dos séculos XX e XXI. Guerras sempre existiram na história da humanidade, mas os atos terroristas, que em violência se ombreiam com as guerras por mostrarem o lado mais cruel do ser humano, são uma sombria característica do atual século e do século passado.

Apesar de não ter sido amplamente divulgado na mídia brasileira, o terrorismo fez mais de 10.000 vítimas em todo o mundo somente no ano de 2010, representando mais de três vezes o número de mortos registrados nos ataques ao World Trade Center e ao Pentágono, o que, ao contrário do que muitos pensam, indica que as organizações terroristas continuam atuando e vem intensificando suas atividades, mesmo após a morte de Osama Bin Laden. (1)

Os adventos da tecnologia de transmissão por satélite, da internet e da presença da televisão em praticamente todas as camadas da sociedade global, contribuem para aumentar o potencial midiático do terrorismo. O sucesso da operação terrorista está diretamente relacionado à divulgação de seus resultados.

Vale lembrar que nos próximos anos, a órbita do “Cometa do Esporte” irá atravessar o Brasil e grandes eventos ocorrerão em várias regiões do país, o que determina ações especializadas integradas no campo da Segurança Pública nos níveis federal, estadual e municipal. Acontecimentos desta magnitude são palcos de alto valor para organizações terroristas, em face da publicidade instantânea e em escala global que um ataque bem-sucedido proporcionaria.

É oportuno retrocedermos na História e ressaltar os principais atentados terroristas que ocorreram durante grandes eventos esportivos noticiados pela imprensa internacional, destacando aqueles que tiveram maior repercussão na mídia: Jogos Olímpicos de Munique, em 1972; Jogos Olímpicos de Atlanta, em 1996; Partida de futebol em Madri, em 2002; Campeonato Mundial de Cricket no Paquistão, em 2002; Maratona no Sri Lanka, em 2008; Ataque à delegação de Cricket do Sri Lanka, em 2009; ataque à seleção de futebol do Togo, em 2010 e atentado terrorista em um teatro de Mogadíscio que matou o presidente do Comitê Olímpico da Somália, em 2012.

Segundo analistas, a atividade de Inteligência é o único aparato estatal eficaz contra o terrorismo, pois atua eminentemente no âmbito preventivo.

O combate ao terrorismo é conduzido em duas vertentes principais: o anti e o contraterrorismo. O antiterrorismo compreende a condução das medidas de caráter defensivo que visam reduzir as vulnerabilidades aos atentados terroristas. Já o contraterrorismo compreende a condução de medidas de caráter ofensivo, tendo como alvo indivíduos e organizações extremistas a fim de prevenir, dissuadir, interceptar ou retaliar seus atos.

Segundo analistas, a atividade de Inteligência é o único aparato estatal eficaz contra o terrorismo, pois atua eminentemente no âmbito preventivo. As condições indispensáveis para seu êxito são que o planejamento e a execução das ações sejam baseados num sólido e bem estruturado sistema integrado de Inteligência. A informação precisa e oportuna, alicerçada em análise apropriada, é o fundamento básico de uma bem sucedida campanha de combate ao terrorismo.

Da mesma forma, a busca e a coleta de dados envolvendo as áreas política, econômica, social, militar e científico-tecnológica, visando subsidiar a análise estratégica que irá embasar a ação da autoridade decisora, são básicas tanto na condução das ações preventivas quanto repressivas.

Todas essas ações deverão estar permeadas por eficaz estratégia de Comunicação Social, para manter elevado o moral dos combatentes e da população, abrir e preservar um frutífero canal de comunicação com a sociedade, pelo qual fluirão dados e informações importantes, e também para fazer os órgãos de imprensa trabalhar a favor das Forças Legais.

Como sabemos, a melhor forma de agir preventivamente é por meio da educação, capacitando e aperfeiçoando o conhecimento dos profissionais de segurança, motivando-os a atuarem de maneira efetiva nas suas respectivas áreas de atribuição.

O Reino Unido passou sete anos preparando-se para enfrentar o terror nas Olimpíadas de 2012 na maior operação em solo inglês após a II Guerra Mundial. E nós, o que estamos fazendo?

Há esforços, sem dúvida, em vários setores da segurança pública, mas falta uma coordenação mais assertiva e um programa de capacitação e treinamento preventivo uniforme e coordenado para as forças de segurança das Cidades-Sede da Copa das Confederações em 2013 e da Copa do Mundo em 2014. É erro crasso deixar para a última hora a formação de pessoal qualificado, dada a complexidade do treinamento antiterror e das múltiplas nuances que o cercam.

Estudos realizados pelo governo norte-americano após os atentados de 11 de setembro de 2001 demonstraram que ações preventivas custam 10 vezes menos que as repressivas, além do fato de resguardarem o patrimônio público e privado e, principalmente, preservarem vidas humanas.

Oportuno lembrar que o governante que tiver sua biografia política maculada por um ataque terrorista que pudesse ter sido evitado, dificilmente se elegerá sequer para síndico do prédio. Doze cidades das cinco regiões do Brasil receberão a Copa do Mundo em 2014. Mais de R$ 25 bilhões serão investidos em aeroportos, estádios e novos sistemas de transportes, tudo para adequar a infraestrutura das capitais aos milhares de turistas que virão ao evento.

E a segurança? Neste aspecto, não basta apenas pedir que Deus nos ajude, apesar de sua fama de ser brasileiro. Está aí uma boa razão para arregaçarmos as mangas. Precisamos fazer a nossa parte e há muito ainda para ser feito.

(1) – A relação simbiótica entre mídia, terrorismo e grandes eventos esportivos. Alexandre Arthur Cavalcanti Simioni – Artigo publicado na Revista Marítima Brasileira, 2º trimestre de 2012, Vol. 132 nº 04/06, pag. 171-187.

Mario Andreuzza é presidente do Instituto Sagres

Consultores do Sagres ministram aulas na FAAP

by

Os professores Raul Sturari e Mário Andreuzza estão ministrando aulas de Prospectiva Estratégica e Inteligência Estratégica, respectivamente, no curso de pós-graduação Estratégia Militar para a Gestão de Negócios da Fundação Armando Álvares Penteado. O curso teve início em abril deste ano e destina-se a empresários e profissionais que atuam na área de planejamento estratégico.