Curso de Análise de Inteligência em Segurança Pública

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Cabe aos integrantes do Subsistema de Inteligência de Segurança Pública, no âmbito de suas competências, identificar, acompanhar e avaliar ameaças reais ou potenciais de segurança pública e produzir conhecimentos e informações que subsidiem ações para neutralizar, coibir e reprimir atos criminosos de qualquer natureza. Para tanto, é essencial a formação continuada de agentes do Estado, em ambiente institucionalmente confiável e diferenciado, com vistas à qualificação e habilitação para as complexas atividades que envolvem o cotidiano operacional dos órgãos de Segurança Pública.

Apresentação

A Inteligência reúne, busca, coleta e processa dados e informações, produzindo conhecimentos fundamentais para observar, acompanhar, questionar e prospectar o horizonte, no tempo e no espaço, à procura de ameaças ou oportunidades que possam exigir, oportunamente, ações e respostas estratégicas, táticas e operacionais. Os métodos, as técnicas e os processos de Inteligência estão presentes em praticamente todas as fases da Gestão Estratégica, desde o diagnóstico até o acompanhamento dos resultados — normalmente realizado por intermédio de indicadores e metas.

Nos últimos anos, tem havido crescente institucionalização das atividades de Inteligência em território brasileiro, devido à atualização da legislação federal sobre o tema, como também porque os gestores estão progressivamente percebendo as vantagens competitivas e os valores agregados que ela proporciona.

No âmbito público, merecem destaque o Decreto Nº 8.793, de 29 de junho de 2016, que fixa a Política Nacional de Inteligência (PNI), e o Decreto de 15 de dezembro de 2017, que aprova a Estratégia Nacional de Inteligência (ENINT), complementada pelo Plano Nacional de Inteligência, assinado pelo Ministro Chefe do Gabinete de Segurança Institucional em 03 de maio de 2018.

A PNI define também importantes conceitos relacionados à atividade de Inteligência, a qual divide-se, fundamentalmente, em dois grandes ramos:

  • Inteligência: atividade que objetiva produzir e difundir conhecimentos às autoridades competentes, relativos a fatos e situações que ocorram dentro e fora do território nacional, de imediata ou potencial influência sobre o processo decisório, a ação governamental e a salvaguarda da sociedade e do Estado;
  • Contrainteligência: atividade que objetiva prevenir, detectar, obstruir e neutralizar a Inteligência adversa e as ações que constituam ameaça à salvaguarda de dados, conhecimentos, pessoas, áreas e instalações de interesse da sociedade e do Estado.

No quadro da Segurança Pública, merece destaque o Decreto Nº 3.695, de 21 de dezembro de 2000, que cria o Subsistema de Inteligência de Segurança Pública, no âmbito do Sistema Brasileiro de Inteligência.

O Subsistema de Inteligência de Segurança Pública tem a finalidade de coordenar e integrar as atividades de Inteligência de Segurança Pública em todo o País, bem como suprir os governos federal e estaduais de informações que subsidiem a tomada de decisões neste campo.

Esse subsistema tem como órgão central a Secretaria Nacional de Segurança Pública do Ministério da Segurança Pública e é integrado pelos Ministérios da Justiça, da Fazenda, da Defesa e da Integração Nacional e pelo Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República. Os órgãos de Inteligência de Segurança Pública dos Estados e do Distrito Federal também poderão integrá-lo.

Antes do advento e da disseminação das modernas Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC), com base na internet, a qualidade dos produtos de Inteligência era diretamente proporcional à capacidade de coleta e de busca da equipe ou do órgão. Atualmente, porém, há uma profusão de dados, informes e informações de todos os tipos, a maioria redundante e pouco confiável. Com isso, o foco do ciclo de produção de conhecimento foi deslocado para a análise, a começar do processamento que avalia, separa e classifica tudo o que foi reunido. Daí a crescente importância da Análise de Inteligência — objeto do curso lançado pelo Instituto SAGRES.

Finalidade

Capacitar agentes públicos de carreira, federais e estaduais, em Análise de Inteligência em Segurança Pública

Objetivos

Ao final do curso, os alunos estarão aptos a:

  • Conhecer o arcabouço jurídico-normativo que regula e ampara as atividades de Inteligência em Segurança Pública;
  • Conhecer os fundamentos doutrinários de Inteligência e Contrainteligência em Segurança Pública e seu emprego;
  • Conhecer os conceitos e os fundamentos de Análise de Inteligência, com destaque para a área de Segurança Pública;
  • Reconhecer e empregar a principais metodologias de produção do conhecimento;
  • Aplicar as principais técnicas de Análise de Inteligência;
  • Elaborar um repertório de conhecimentos necessários;
  • Elaborar um Plano de Inteligência de Segurança Pública;
  • Reconhecer a metodologia e as principais técnicas de Dinâmicas Governantes;
  • Atualizar os profissionais em conhecimentos de Análise de Inteligência em Segurança Pública;
  • Organizar, processar, formatar e difundir os conhecimentos produzidos durante a Análise de Inteligência em Segurança Pública.

Conteúdo Programático:

Módulo 1

FUNDAMENTOS INTELIGÊNCIA DE SEGURANÇA PÚBLICA

Conceitos de Inteligência e Contrainteligência; Os ramos da atividade de Inteligência; Sistema Brasileiro de Inteligência (SISBIN); Importância do conhecimento no processo decisório; Subsistema de Inteligência de Segurança Pública (ISP); Doutrina Nacional de ISP; Emprego da atividade de ISP para o planejamento e execução de ações de Segurança
Pública; Dimensões da Inteligência (operacional e analítica); Legislação; Questões atuais, desafios e ameaças; Cenários (econômico, político, psicossocial, segurança pública, tecnológico e meio ambiente); Articulação e integração em Inteligência Estratégica; Inovação; War Games; Proteção e Segurança de Dados, Informes e Conhecimentos; Medidas Ativas e Passivas.

Módulo 2

INTELIGÊNCIA EM SEGURANÇA PÚBLICA

Conceito; Finalidade; Características; Princípios; Valores; Ramos da atividade de ISP; Inteligência estratégica; Objetivos estratégicos de Segurança Pública; Amplitude do nível de decisão; O ciclo de produção do conhecimento; Conhecimento Informe; Conhecimento Informação; Níveis de assessoramento; Espécies de ISP (Inteligência Bombeiro Militar; Inteligência Policial Militar; Inteligência Policial Judiciária; Inteligência Policial Rodoviária); Tipos de conhecimento; Ciclo de Inteligência (ciclo clássico; ciclo da ISP; outros modelos); Taxonomia de fontes de Inteligência (fontes de ISP e meios de obtenção de dados; outras taxonomias); Enlace de Inteligência; Atividade de Inteligência de Segurança Pública nos Grandes Eventos; Contrainteligência na Segurança Pública; demonstração; estudos de caso.

Módulo 3

FUNDAMENTOS DA ESCOLA DO PENSAMENTO

Elementos do pensamento; Tipos de raciocínio; Modelos mentais; Formulação de hipóteses; Predisposições cognitivas; Equipe de análise (analista de Inteligência e auxiliar do analista ou coletor de dados); estudos de caso.

Módulo 4

ESTRUTURA DA ANÁLISE

Conceitos básicos; Estados da mente; Horizonte temporal da análise; Trabalhos intelectuais; Tipos de conhecimentos; Técnica de avaliação de dados; Repertório de Conhecimentos Necessários (RCN); Elementos Essenciais de Informação (EEI); Plano de Inteligência; Mosaico do analista; demonstração; estudos de caso.

Módulo 5

METODOLOGIAS DE PRODUÇÃO DO CONHECIMENTO

Planejamento; Avaliação, Análise, Integração; Interpretação; Formalização; Difusão do conhecimento; Redação de documentos de Inteligência-Informe; Conjuntura (elaboração, atualização e acompanhamento); Dinâmicas Governantes, incluindo Teoria dos Jogos e Negociação; estudos de caso.

Módulo 6

TÉCNICAS ESTRUTURADAS DE ANÁLISE DE INTELIGÊNCIA

Network analysis; Quadro de ligações; Análise estatística; Matrizes de análise; Mapa mental; Brainstorming; Cenários e indicadores; Matriz SWOT; Softwares de apoio à análise; demonstração; estudos de caso.

Obs.: eventuais ajustes poderão ser feitos no conteúdo programático, até o início do curso, com vistas a aprofundar o rigor acadêmico e o pragmatismo que o empreendimento requer.

Métodos Didáticos:

  • Palestras sintéticas – pequenas apresentações conceituais
  • Demonstrações
  • Discussões dirigidas – debate
  • Trabalhos em grupo
  • Exposições de técnicas – estudo de caso

Quadro horário proposto:

Público-alvo:

Servidores públicos de carreira, federais e estaduais, que trabalham em órgãos que integram o Subsistema de Inteligência de Segurança Pública, em âmbito nacional, dos Estados e do Distrito Federal:

  • Ministério da Justiça
  • Ministério da Segurança Pública, com destaque para
    1. Polícia Federal
      Polícia Rodoviária Federal
      Polícia Ferroviária Federal
      Guardas Portuárias
      Departamento Penitenciário Nacional
  • Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, inclusive a Agência Brasileira de Inteligência (ABIN)
  • Ministério da Fazenda
  • Ministério da Defesa e Forças Armadas (Marinha do Brasil, Exército Brasileiro e Força Aérea Brasileira)
  • Ministério da Integração Nacional
  • Polícias Civis estaduais e do Distrito Federal
  • Polícias Militares estaduais e do Distrito Federal
  • Corpos de Bombeiros Militares estaduais e do Distrito Federal
  • Magistrados, Membros e Servidores públicos de carreira, federais e
    estaduais, do Judiciário e do Ministério Público, que trabalham em áreas que exigem conhecimentos relacionados às atividades de Análise de Inteligência em Segurança Pública.

Certificado

Será emitido certificado de conclusão do curso aos participantes que obtiverem, no mínimo, 75% de presença

Coordenadores/Facilitadores:

Raul José de Abreu Sturari – Graduado em Administração pelas Faculdades Salesianas de Lins (1984). Pós-graduado em Educação pela Universidade Federal do Rio de
Janeiro (1999). Doutor em Aplicações, Planejamento e Estudos Militares pela Escola de Comando e Estado-Maior do Exército (1992). Doutor em Política e Estratégia Marítimas pela Escola de Guerra Naval (2002). Foi Secretário Executivo do Núcleo de Assuntos Estratégicos da Presidência da República; e Consultor da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) para a elaboração do Planejamento Estratégico do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq); Foi Assessor de Estratégia do Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional, do Ministério da Justiça. É professor de pós-graduação e consultor na área de Gestão Estratégica. Autor e organizador do Livro Metodologia FIGE – Ferramentas Integradas de Gestão Estratégica: Melhores Práticas de Planejamento e Gestão para Organizações Públicas e Privadas. Vice-Presidente Executivo e Diretor de Prospectiva Estratégica do Instituto SAGRES.
Adrian Nicoliev Pereira dos Santos – Graduado em Ciências Aeroespaciais pela Academia da Força Aérea (AFA). Pós-graduado em Análise de Sistemas pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA). Analista Senior pelo Centro de Inteligência da
Aeronáutica (CIAER). Curso de Comando e Estado-Maior pela Universidade da Força Aérea (UNIFA). Possui o curso de Segurança das Comunicações da Escola Nacional de Inteligência. Participou do Grupo de Trabalho do Ministério da Defesa (MD) para criação de Centro de Defesa Cibernética. É professor nas áreas de Inteligência, Contrainteligência e Segurança de Tecnologia da Informação. Diretor de Inteligência Estratégica do Instituto SAGRES – Política e Gestão Estratégica Aplicadas.
Eugênio Moretzsohn – Ex-oficial da Inteligência Militar, Mestre em Ciências Militares e Especialista em Operações de Inteligência pela ABIN. É coacher e educador de segurança, professor, palestrante, analista e estrategista sobre Segurança Pública, Segurança Orgânica e Institucional, Inteligência, Contrainteligência,
Contrassabotagem, Contrainsurreição, Operações Psicossociais, Infiltração e Exfiltração, Vigilância e Reconhecimento, Entrevista e Elicitação, Corregedoria, Auditoria
e Compliance, Gerenciamento de Crises e Comunicação Social em grupos privados e instituições públicas, civis e militares. Coordenou operações de inteligência no combate às organizações narcoterroristas na Amazônia (Brasil – Colômbia) e na Tríplice Fronteira (Paraguai – Argentina – Brasil). Foi instrutor de Contrainteligência da Dirección General de Inteligencia Policial, da Policia Nacional do Paraguai (Assunção – 2014).

Obs.: eventualmente, outros facilitadores poderão ser chamados a aportar conhecimentos e habilidades, com vistas a enriquecer a experiência dos alunos participantes.

O Instituto SAGRES

O Instituto SAGRES tem por finalidade promover estudos e pesquisas, desenvolvimento de tecnologias alternativas, produção e divulgação de informações e conhecimentos técnicos e científicos, bem como eventos, consultorias, capacitação, desenvolvimento e treinamento, em suas áreas de conhecimento, dentre elas: Política e Estratégia, Prospectiva Estratégica, Inteligência Estratégica e Gestão Estratégica, Pública e Empresarial. Está inscrito no CNPJ sob o no 07.132.495/0001-51 e tem sede em Brasília, DF, à SHCN CL, Qd. 309, Bloco B, sala 212/A, CEP 70.755-520. Tel. (61) 3272-7078.

Em Porto Alegre, sua sucursal está localizada à Rua Ten Cel Fabrício Pilar 740, Conj. 403, Bairro Mont’Serrat – CEP 90.450-040. Temos associados em diversas regiões do País. O Instituto não tem fins lucrativos e está qualificado como Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP), nos termos da Lei nº 9.790, de 23 de março de 1999, conforme despacho da Secretaria Nacional de Justiça, publicada no Diário Oficial de 15 de agosto de 2006.

Algumas experiências institucionais realizadas:

  • Contrato (2010/11) com o Ministério Público do Trabalho (MPT), para construção e implementação do Sistema de Inteligência Estratégica, em apoio ao Planejamento e à Gestão Estratégica, em âmbito nacional;
  • Contrato (2010/11) com o Governo do Estado de Goiás, para a implantação de um Núcleo de Inteligência e Prospectiva Estratégicas (NIPE) e a elaboração do “Plano Goiás 2030”, como norteador para a elaboração e a execução dos próximos Planos Plurianuais (PPA) e respectivos Orçamentos Anuais;
  • Contrato (2009/10) com o Ministério Público de Goiás (MPGO), para implantação de Unidade de Inteligência Estratégica e capacitação de membros servidores, em apoio ao Planejamento e à Gestão Estratégica;
  • Contrato (2008) com a Agência Brasileira de Inteligência (ABIN), para capacitação dos alunos do Curso de Aperfeiçoamento de Inteligência em Prospectiva Estratégica.

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Comunicação e Gestão de Crises

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Comunicação e Gestão de Crises

Curso de extensão interdisciplinar nas áreas de Comunicação e de Relações Institucionais e Governamentais (RIG) aplicado à gestão de crises políticas, institucionais ou empresariais, relacionadas com acusações de corrupção, de danos ao meio ambiente ou, ainda, de violações às boas práticas de cidadania. Assim, o objetivo é obter informações, conceitos e técnicas que permitam prevenir ou gerenciar crises de reputação de autoridades, e de imagem de instituições ou corporações privadas.

Público

Destina-se à capacitação de profissionais da Comunicação (jornalistas e assessores de imprensa) e de Relações Institucionais e Governamentais (RIG), como também aos profissionais das áreas de Ciência Política, Ciência da Informação e similares que buscam encontrar oportunidades nessa nova especialidade do mercado de trabalho.

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Apresentação

A consolidação da Democracia no Brasil — com a combinação da autonomia do Ministério Público e a independência operacional de órgãos como Polícia Federal, Receita Federal, COAF e Banco Central — aliada à liberdade de expressão da imprensa, têm aumentado de modo substancial a capacidade de investigação sobre entes públicos e privados. Assim, o país vem sendo transformado em permanente cenário de crises, envolvendo autoridades do governo, políticos e, mais recentemente, empresas privadas e estatais.

Em outra vertente, demandas crescentes da sociedade por questões como cidadania e meio ambiente têm provocado crises corporativas, com acusações de trabalho escravo nas indústrias, homofobia e, ainda, desastres ambientais. Para gerir essa profusão de crises, são necessários profissionais especializados e qualificados.

Vínculo Institucional (Certificação)

Instituto Sagres

O SAGRES é um instituto que reúne um grupo de profissionais com formação acadêmica diversificada, orientados a produzir e difundir conhecimentos em campos como planejamento e gestão estratégica, cenários prospectivos, inteligência, política e gestão de crise, dentre outros. Fundado em 2004, já realizou consultoria e capacitação para 33 parceiros, entre órgão públicos e empresas privadas, como o Ministério Público do Trabalho, o Banco Central, a Secretaria do Meio Ambiente de São Paulo, o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e o Instituto Euvaldo Lodi, da Confederação Nacional da Indústria.

Parceria:

Associação Brasileira de Relações Institucionais e Governamentais – Abrig

Conselho Regional de Economia do DF – Corecon

Corpo docente:

Homero Zanotta (Coordenador) – Doutor em Ciências Militares pela Escola de Comando e Estado Maior do Exército, especialista em Inteligência e em gerenciamento de crises nas esferas pública e privadas. Possui MBA em Gestão Estratégica da Informação pela Fundação Getúlio Vargas – DF e em Estratégia Executiva pela FGV-RJ. Especialista em Comunicação Social, atuou no Centro de Comunicação Social do Exército e no Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República de 2004 a 2011, onde participou de grupos de gerenciamento de crises. Experiência em análise organizacional, elaboração de diagnósticos comunicacionais e desenvolvimento de planos, projetos e programas de gestão pública e privada.

Hugo Studart (Coordenador) – Doutor e mestre em História Política pela Universidade de Brasília, jornalista, professor e executivo de Relações Institucionais. Atuou como repórter investigativo, editor ou colunista em veículos como O Estado de S. Paulo e Folha de S. Paulo; revistas Veja e Dinheiro; como Diretor e colunista da IstoÉ; e editor-chefe da Desafios do Desenvolvimento, do Ipea. Agraciado em diversos prêmios, como o Esso de Jornalismo e o Herzog de Direitos Humanos. Lecionou jornalismo na Fundação Cásper Líbero (SP) e na Universidade Católica de Brasília; e, também, no MBA em Relações Institucionais no Ibmec e na Pós em Ciência Política na Upis. É professor associado do Núcleo de Estudos da Paz e dos Direitos Humanos da UnB.

Mário Rosa – Jornalista, escritor e palestrante, é o primeiro consultor do país em gerenciamento de crises e gestão de reputação. Como jornalista, atuou nas principais redações do país: Jornal do Brasil, O Globo, revista Veja, TV Globo, Globonews. Como consultor de crises e de imagem, auxiliou em grandes corporações como: Grupo Cassino, Confederação Brasileira de Futebol, Ambev, Grupo Iguatemi, OAS, Camargo Correa e Opportunity. Prestou consultoria para políticos e figuras públicas de destaque, entre elas os ex-presidentes Fernando Henrique e Lula. É autor de quatro livros sobre gestão de crises: “A Síndrome de Aquiles” (2001), “A Era do Escândalo” (2003), “A Reputação na Velocidade do Pensamento” (2006) e “Memórias de um Consultor de Crises” (2017).

Egberto Ribeiro Salóes Do Amor – Analista e gestor de riscos e de fraudes, especialista em prevenção de crises no setor público. É Doutor em Ciências Militares pela Escola de Comando e Estado Maior do Exército e auditor formado pelo Institute of Internal Auditors. Atuou como assessor do Controle Interno do Exército para os Jogos Olímpicos Rio 2016, como assessor do Controle Interno e Gestão de Riscos na Administração de Alto Nível do Exército e na Gestão de Riscos do Hospital das Forças Armadas. No Exército, foi comandante do Centro de Preparação de Oficiais da Reserva do Rio de Janeiro e do 18º Batalhão Logístico, Campo Grande, MS. Possui vivência como docente em cursos de formação e especialização.

Raul Sturari – Doutor em Política e Estratégia pela Escola de Guerra Naval. Bacharel, Mestre e Doutor em Ciências Militares pelo Exército; Pós-Graduado em Pedagogia pela UFRJ; e Bacharel em Administração. Foi Comandante da Escola Preparatória de Cadetes do Exército, Secretário-Executivo do Núcleo de Assuntos Estratégicos da Presidência da República e coordenador do Projeto “Brasil 3 Tempos”, de Prospectiva Estratégica. Professor de pós-graduação e consultor em projetos públicos e privados nas áreas de Planejamento e Gestão, Prospectiva e Dinâmicas Governantes. Organizador do livro Metodologia FIGE – Ferramentas Integradas de Gestão Estratégica.

Romaly de Carvalho – Especialista em Psicologia Comportamental no Trabalho, consultora em Comunicação Interpessoal, Marketing Pessoal, Etiqueta Profissional e de Carreira. Possui MBA em Gestão da Ciência e Tecnologia pela Fundação Getúlio Vargas. Atuou como professora convidada na FGV e como consultora do Programa VIP, da TV Gazeta, discutindo técnicas comunicação interpessoal e etiqueta profissional. Trabalhou como Coordenadora de Gabinete no Ministério da Ciência e Tecnologia; e como Coordenadora de Processos da FGV-Brasília. Autora do livro “A sua imagem ajuda ou prejudica seus esforços para crescer na carreira?”

Conteúdos Didáticos:

Módulo 1

A pedra e a vidraça: como lidar com a mídia (12 horas)

A relação entre jornalistas (as pedras) e assessores de comunicação (as vidraças) diante de escândalos e crises institucionais. O jornalismo investigativo e as crises políticas; o fetiche pelo jornalismo “denúncia”; o interesse econômico por trás das investigações jornalísticas. A gestão cotidiana da mídia pelo assessor de comunicação. As demandas do repórter, do editor e do colunista. Panorama dos grandes grupos de mídia brasileiros e a dependência econômica dos governos e dos bancos. Anatomia dos jornalistas influentes: quem é quem entre os editores, colunista, repórteres investigativos. Como influir na construção da pauta. Éticas e práticas: ou como funciona a cabeça dos jornalistas. A redução de danos em caso de escândalos. Diálogo entre um jornalista investigativo com grande experiência em provocar crises e um especialista em comunicação com largo expertise na gestão de crises. (Professores: Hugo Studart e Homero Zanotta)

Módulo 2

Metodologias e ferramentas de gestão de crise de imagem (12 horas)

O que é uma crise. Características e diferenças de escândalos, desastres, situações emergenciais e crises. A metáfora do calcanhar de Aquiles. As mídias e as crises. Novos conflitos éticos. Reflexões sobre a percepção da verdade e os escândalos públicos. Apresentação de metodologias e de ferramentas para a gestão de crises de imagem em escândalos de corrupção, envolvendo agentes públicos e corporações privadas. A relação de confiança entre o sujeito-alvo e o assessor de crise. Visão dos públicos estratégicos: interno e de interesse. Comunicação pública, institucional, governamental e corporativa. Assessorias de Comunicação: onde a comunicação não atua e novas possibilidades: explorando pontos fortes e colaborando para minimizar vulnerabilidades. Quanto pode custar gerenciar uma crise. Os possíveis impactos das crises nas instituições e empresas. As novas tecnologias e a realidade dos olhos que tudo registram. (Prof Mário Rosa)

Módulo 3

Formação de um Gabinete de Crise (12 horas)

O gerenciamento do imprevisível. Níveis de tratamento das crises. Os indicadores de crises e o “semáforo” das crises. A composição básica e os requisitos essenciais necessários para composição do gabinete de crises. As características do Op-Center como sala de crises ou o centro de operações. Ações a realizar antes, durante e após as crises. Análise pós ação e as crises que não têm fim. Metodologias e ferramentas para a Gestão de Crise. Os “Pês” das crises: Prevenção, Planejamento, Papel (da imprensa), a Próxima (crise). O mapeamento dos stakeholders. As atitudes e os posicionamentos das instituições e empresas. Planos de condução de crises. Cuidados para não surgir uma crise dentro de outra. Cenários possíveis, uma crise pode surgir exatamente quando tudo parece estar sob controle. (Prof Homero Zanotta)

Módulo 4

Prospecção estratégica para prevenção de crises (12 horas)

O Século XXI e as mudanças, cada vez mais intensas e frequentes. A Prospectiva Estratégica e as correntes mais praticadas no mundo. A Metodologia FIGE – Ferramentas Integradas de Gestão Estratégica e o Método SAGRES de elaboração de Cenários Prospectivos. Identificação, esquematização e descrição de Cenários Prospectivos de Crise. Propostas de políticas, programas, projetos e iniciativas para prevenção de crises ou reações a elas. (Prof Raul Sturari)

Módulo 5

Ferramentas de gestão de riscos (12 horas)

Razões de gerenciar riscos; Compliance como indutor das boas práticas; COSO – Commitee of Sponsoring Organizations of the Treadway Commission: seu papel normativo. Riscos: definições, tipos e o apetite ao risco. Análise de riscos: Matriz SWOT, fixação de objetivos e identificação de eventos potenciais para o desencadeamento da crise, estudo de caso: O portfólio de riscos potenciais para o surgimento de crises. Apresentação da sistemática de um gerenciamento de riscos. Imposição legal da gestão de riscos na Administração Pública. A nova legislação de apoio. Compliance e as boas práticas na esfera federal. Riscos Corporativos: fraude, ética e corrupção. Consequências da Operação Jato no contexto da análise de risco. A judicialização do administrator público. As metodologias de análise de riscos. A construção de uma matriz de risco e seus produtos. (Prof Egberto Salóes)

Módulo 6

Novos atores das crises de cidadania: minorias, gênero, ecologia (12 horas)

A construção dos Direitos do Homem e do Cidadão. Desafios do Século XXI: Minorias étnicas e as ações afirmativas no Brasil. Gênero: A luta pela liberdade afetiva das mulheres e dos homossexuais. O desafio dos vulneráveis e dos esquecidos. Mídia e novos atores das crises de cidadania: minorias, gênero, ecologia. Construção e desafios do movimento ecológico. Culturalismo e relativismo. A tese da solidariedade entre as gerações e o conceito jurídico de direito dos não nascidos. Os novos movimentos sociais: A construção dos grupos sociais organizados com viés ideológico. As estratégias de luta no Século XXI: O dilema entre ativismo de confronto versus de negociação. A busca pelo politicamente-correto e pelas as boas práticas sócio-ambientais nas empresas. (Prof Hugo Studart)

Módulo 7

Inteligência e contrainteligência na Gestão de Crises (12 horas)

A Inteligência Empresarial Estratégica – IE². O papel do Gestor de Inteligência. O Universo prático de Inteligência Competitiva (IC) e o trabalho de IC nas organizações. Planejamento e prática de pesquisa para explicar ou justificar denúncias. Memória, conhecimento técnico e gestão de dados. A relação com o Ministério Público e as técnicas de “lavagem de informação suja”. A questão das fake News e o engajamento em aplicativos e redes sociais como fontes de informação. Tratamento da “comunicação de risco”. Técnicas de redução de danos por meio de contrainformações. A contrainteligência e os riscos ocasionados pela perda de informações sensíveis. Estudos de casos. (Prof Homero Zanotta e Hugo Studart)

Módulo 8

Técnicas de persuasão e gestão de network (12 horas)

Os modelos de persuasão. Técnicas de abordagem de fontes de informação. Noções de PLN e de linguagem do corpo. Modelos de rede de contatos. Organização da agenda e hierarquização das fontes. As características, diferentes demandas e persuasão de autoridades do Executivo, do Legislativo, do Judiciário, do Ministério Público e da polícia. Os bons e os maus momentos para iniciar a relação com as autoridades. Persuasão de assessores e subalternos. Técnicas apuração de informações de campo. A entrevista jornalística e a entrevista de inteligência. Pesquisa e preparação das entrevistas. O uso do off e o sigilo da fonte: éticas, práticas e violações. Gestão do deeptroath. Técnicas de apuração de campo aplicadas aos profissionais de RIG. Estudos de caso. (Prof Hugo Studart)

Módulo 9

Comunicação Interpessoal aplicada às Relações Institucionais (12 horas)

A Comunicação Interpessoal, o comportamento pessoal e os protocolos de etiqueta profissional como ferramentas para formação da imagem pessoal, da credibilidade e da autoridade. Noções de psicologia comportamental do trabalho. A psicologia do traje e da apresentação pessoal: como agregar valor à imagem por meio da roupa; vestimentas e acessórios em diferentes situações; os sabotadores de imagem. Técnicas de comunicação interpessoal: comunicação verbal e não verbal associada às técnicas de persuasão. Protocolos no dia a dia do trabalho: cumprimentos, reuniões de negócios, cartões de visita, o uso do celular, gafes, festa de trabalho, e-mail no trabalho, almoços de negócios. Noções de etiqueta à mesa. (Prof Romaly de Carvalho).

Módulo 10

Análise de 20 crises bem (ou mal) gerenciadas (12 horas)

Análise histórica de casos clássicos crises bem ou mal gerenciadas. Temas para posições positivas em situações de crise. Casos a serem estudados: 1) Exxon Valdez; 2) British Petroleum, a plataforma Deepwater Horizon e o maior desastre ambiental dos EUA; 3) Coca Cola: quanto vale uma marca? 4) Tylenol; Union Carbide (Bhopal, Índia); 5) Dick Cheney, vice-presidente dos EUA; 6) Aspartame; 7) A história não tão secreta da retirada do amianto do porta-aviões Clemenceau 8) O tsunami na Ásia: um caso clássico de apoio 9) As charges muçulmanas e a liberdade de imprensa; 10) Volkswagen: um caso de globalização da crise. Estudos de Caso no Brasil: 1) O caso dos gatos do Planalto: assessoria na vidraça e a situação de crise; 2) Escola Base de São Paulo 3) Situação da crise da Varig: a morte da empresa. 4) As empresas aéreas do Brasil: qual a próxima crise; 5) A gripe aviária e o assessor “profeta do apocalipse”; 6) Inferno na P36: uma crise bem gerenciada e a “reunião da Ave Maria”; 7) A morte da irmã Dorothy na Terra do Meio: crise na Amazônia; 8) Parmalat Brasil; 9) Microvilar, da Shering do Brasil. 10) A onda de água no sertão: um gabinete de crises de longa duração. (Prof Homero Zanotta).

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Especificações

Estrutura: Curso de 120 horas, com 10 módulos (disciplinas) de 12 horas

Duração: 4 meses

Período: Oferta de 1 módulo a cada 15 dias (sextas-feiras à noite e aos sábados)

Investimento (Curso Completo, 10 Módulos):

1 – Associados Sagres, Abrig ou Corecon:
Até 12 x de R$ 642,56. (R$ 6.400,00 à vista)

2 – Não Associados:
Até 12 x de R$ 738,13. (R$ 8.000,00 à vista)

Parcelamento no Cartão de Crédito

 

Programação:

Data

Módulo

Gestão de Crise

Professor

03 de agosto  Módulo 1 Apresentação dos professores e alunos

Aula inaugural: A pedra e a vidraça.

Homero Zanota e Hugo Studart
04 de agosto Módulo 1 Como lidar com a mídia

Confraternização

Homero Zanotta e Hugo Studart
17 e 18 de agosto Módulo 2 Metodologias e Ferramentas de Gestão de Crise de Imagem Mário Rosa
31 de agosto e 01 de setembro Módulo 3 Formação de um Gabinete de Crise Homero Zanotta
14 e 15 de setembro Módulo 4 Prospecção estratégica para prevenção de crises Raul Sturari
28 e 29 de setembro Módulo 5 Ferramentas de gestão de riscos Egberto Salóes
05 e 06 de outubro Módulo 6 Novos atores das crises de cidadania: minorias, gênero, ecologia Hugo Studart
19 e 20 de outubro Módulo 7 Inteligência e Contrainteligência na Gestão de Crises Homero Zanotta e Hugo Studart
09 e 10 de novembro Módulo 8 Técnicas de persuasão e Gestão de network Hugo Studart
23 e 24 de novembro Módulo 9 Comunicação interpessoal aplicada às Relações Institucionais Romaly de Carvalho
30 de novembro e 01 de dezembro Módulo 10 Análises de crises clássicas bem (ou mal) gerenciadas Homero Zanota
01 de dezembro Encerramento

Confraternização

Todos

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Curso de Inteligência no Timor Leste

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Atendendo a um convite do Parlamento Nacional do Timor Leste, o Consultor e Diretor de Inteligência do Instituto Sagres, Fernando Fernandes, ministrou no período de 07 a 11 de novembro o Curso Intensivo de Inteligência para integrantes dos órgãos de Segurança e Defesa daquele país. Com 32 horas, o curso abordou os principais assuntos daquela atividade, como seus fundamentos, produção e proteção do conhecimento, técnicas acessórias de Inteligência e técnicas de apoio à análise de Inteligência. O evento serviu para promover a capacitação e aperfeiçoamento de parcela dos recursos humanos daquele país, bem como rever antigos amigos timorenses e estreitar os laços com algumas autoridades locais.

Política Nacional de Inteligência: finalmente aprovada pelo Governo

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Desta forma, de agora em diante, será mais fácil à atividade de inteligência se articular tanto com outros organismos nacionais, assim como os internacionais, na busca de melhores meios para o efetivo embate de ameaças globais.

O jogo da imitação: o que fazer com a inteligência

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O JOGO DA IMITAÇÃO é filme de sucesso. Mostra a saga de Alan Turing para quebrar os códigos da Enigma, a máquina de criptografar mensagens da Alemanha durante a Segunda Guerra Mundial.

O título do filme surge a partir da questão proposta por Turing a respeito da pergunta se as máquinas pensam… “talvez elas não pensem como os humanos”, sugere a resposta dada pelo ator britânico Benedict Cumberbatch que interpreta Turing.

O desenrolar do enredo cinematográfico dirigido pelo norueguês Morten Tyldum trata de um dilema que nos choca: o que fazer com mensagens decifradas? Salvar vidas, impedir mais destruição ou ganhar a guerra?

Transpondo essa ideia para o mundo de hoje talvez estejamos diante de algo bem semelhante: o que fazer com a inteligência gerada pelas informações que nos chegam a todo o momento?

Possuímos assustador volume de dados, estudos e análises. São públicos e fáceis de serem encontrados. Indicam tendências e fatos futuros que, em alguma época, acontecerão. Mas isso não é coisa de hoje ou de ontem. Também não é história de ficção científica ou de especulação visionária.

Como o Brasil deve conduzir estratégias por melhores condições de vida com relação à educação, saúde e segurança? A demanda por mais energia não era esperada? E o que dizer a respeito da água, a possibilidade de faltar seria muito difícil de imaginar? As questões de mobilidade urbana, quando terão o tratamento adequado? E as demandas sociais do aumento populacional juntamente com as alterações sensíveis na pirâmide etária, causando significativo aumento de idosos, quando terão tratamento adequado? Isto sem falar de investimentos em tecnologia, controle de endemias, ausência do Estado Brasileiro em áreas críticas como faixa de fronteira e Amazônia e um leque sem fim de problemas.

Parece o caso da Enigma onde as mensagens eram codificadas e indecifráveis! Naquela época a solução ficou por conta das máquinas de Turing.

E hoje? O que fazer com a inteligência enquanto fator de tomada de decisão? Penso que são casos que seres humanos podem resolver!

Homero Zanotta é consultor do Instituto Sagres

Análise da Dinâmica de Atores

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Embora expressões como proatividade e gestão proativa constem do discurso da maioria dos gestores, infelizmente grande parte das organizações ainda tenta entender as consequências, para si ou seu nicho, dos fatos anunciados pela mídia na semana anterior. Na verdade estão reagindo ao que já está consumado.

ANÁLISE DA DINÂMICA DE ATORES: produto da Inteligência, insumo para a gestão estratégica. (Artigo publicado na Revista eletrônica O Debatedouro (MAIO 2014 | EDIÇÃO 84) no site O Debatedouro).

SAGRES participa de MBA no Rio Grande do Sul

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O Instituto Eckart, no Rio Grande do Sul, desenvolve o tradicional programa de MBA Gestão de Pessoas, Estratégias e Negócios (GPEN), que capacita os participantes a compreender o processo de relações com pessoas em vários cenários, ambientes e dimensões. Em sua 13ª edição, o MBA contou com a participação do Presidente do Instituto SAGRES, Mário Andreuzza, que ministrou a disciplina Inteligência Competitiva. A disciplina tem os seguintes objetivos: apresentar o histórico e a conceituação de Inteligência Competitiva e o uso da Informação; caracterizar as funções básicas da Inteligência Competitiva, apresentar as características do profissional de IC; apresentar as formas de salvaguardar os dados, informações e conhecimentos sensíveis e estratégicos de interesse da Empresa; caracterizar a atuação do profissional de Inteligência; apresentar as ferramentas de Tecnologia de Informação em apoio à IC.

Instituto SAGRES participa do II Simpósio de Inteligência Cibernética realizado pela EsIMEX

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Nos dias 30 e 31 de julho e 01 de agosto, a Escola de Inteligência Militar do Exército (EsIMEx) realizou o II Simpósio de Inteligência Cibernética, que contou com a participação de segmentos de Inteligência Cibernética das três Forças Armadas, além da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e Polícia Federal.

Como uma das entidades apoiadoras, o Instituto SAGRES foi representado por seu Diretor de Ciência, Tecnologia e Inovação, Carlos Porfírio Júnior, que proferiu a palestra “As organizações e o uso da Tecnologia da Informação no atual contexto Cibernético”.

O Instituto SAGRES cumprimenta a EsIMEx, na pessoa de seu Comandante e Diretor, Coronel Antônio Jorge Dantas de Oliveira, pelo brilhantismo do evento e pelos resultados alcançados, como fruto das salas temáticas ali desenvolvidas.

Flagrante da apresentação do Diretor de CT&I do Instituto SAGRES

Auditório praticamente lotado nos três dias de evento demonstra a relevância do assunto tratado

Vice-Presidente do Instituto Sagres profere palestra na Escola de Inteligência do Exército

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Atendendo a convite formulado pelo Comandante e Diretor da Escola de Inteligência Militar do Exército (EsIMEx), Coronel Antônio Jorge Dantas de Oliveira, o Vice-presidente e Diretor de Inteligência Estratégica do Instituto Sagres, Fernando Fernandes, proferiu palestra para alunos do Curso Intermediário de Inteligência daquele estabelecimento de ensino. O evento, realizado no dia 11 de julho, teve como tema “A Análise de Inteligência”. A palestra abordou os fatores de influência no processo mental da análise e técnicas de apoio análise.

O Instituto Sagres sentiu-se honrado com o convite e externa sua satisfação em ter tido a oportunidade de contribuir com a EsIMEx – estabelecimento referência no País – na formação e aperfeiçoamento de seus alunos.

O Vice Presidente Fernando Fernandes apresentando os fatores de influência no processo de análise

Fernando Fernandes agradece a oferta de um brinde feita pelo Cel Dantas

A Copa e o terror

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Foi em setembro de 2001 que o mundo assistiu perplexo à maior ação de uma organização terrorista a um Estado. Na manhã do dia 11 de setembro, 19 terroristas sequestraram quatro aviões comerciais a jato e bateram, intencionalmente, com dois deles nas duas torres do maior conjunto comercial do mundo, o World Trade Center, em Nova Iorque.

O terceiro avião foi lançado sobre o Pentágono e o quarto caiu em um campo próximo de Shanksville, na Pensilvânia, depois que alguns de seus passageiros e tripulantes tentaram retomar o controle da aeronave. O total de mortos nos ataques foi de 2.996 pessoas, incluindo os 19 sequestradores.

Os americanos sentem-se ameaçados de novo em Setembro. Desta feita por conta do filme sobre o profeta Maomé ― causa do ataque à embaixada dos Estados Unidos, em Benghazi, na Líbia ― que resultou na morte do embaixador americano e de outros três funcionários da embaixada. Três dias após o ataque, novas manifestações contra o país continuaram se espalhando pelo norte da África e Oriente Médio, deixando dezenas de feridos.

O vídeo, que é o trailer de um filme mais longo chamado Innocence of Muslims, cuja tradução livre é Inocência de Muçulmanos, parece retratar o islã como uma religião de violência e ódio, e Maomé, como um homem tolo e com sede de poder, entre outras coisas. Não é possível dizer se a causa é exatamente essa, ou apenas um pretexto, mas, independentemente da conclusão, a violência desencadeada por sua divulgação é condenável.

O fato é que o terror está presente todos os dias no noticiário internacional, seja por uma causa ou por outra. O terrorismo é um fenômeno típico dos séculos XX e XXI. Guerras sempre existiram na história da humanidade, mas os atos terroristas, que em violência se ombreiam com as guerras por mostrarem o lado mais cruel do ser humano, são uma sombria característica do atual século e do século passado.

Apesar de não ter sido amplamente divulgado na mídia brasileira, o terrorismo fez mais de 10.000 vítimas em todo o mundo somente no ano de 2010, representando mais de três vezes o número de mortos registrados nos ataques ao World Trade Center e ao Pentágono, o que, ao contrário do que muitos pensam, indica que as organizações terroristas continuam atuando e vem intensificando suas atividades, mesmo após a morte de Osama Bin Laden. (1)

Os adventos da tecnologia de transmissão por satélite, da internet e da presença da televisão em praticamente todas as camadas da sociedade global, contribuem para aumentar o potencial midiático do terrorismo. O sucesso da operação terrorista está diretamente relacionado à divulgação de seus resultados.

Vale lembrar que nos próximos anos, a órbita do “Cometa do Esporte” irá atravessar o Brasil e grandes eventos ocorrerão em várias regiões do país, o que determina ações especializadas integradas no campo da Segurança Pública nos níveis federal, estadual e municipal. Acontecimentos desta magnitude são palcos de alto valor para organizações terroristas, em face da publicidade instantânea e em escala global que um ataque bem-sucedido proporcionaria.

É oportuno retrocedermos na História e ressaltar os principais atentados terroristas que ocorreram durante grandes eventos esportivos noticiados pela imprensa internacional, destacando aqueles que tiveram maior repercussão na mídia: Jogos Olímpicos de Munique, em 1972; Jogos Olímpicos de Atlanta, em 1996; Partida de futebol em Madri, em 2002; Campeonato Mundial de Cricket no Paquistão, em 2002; Maratona no Sri Lanka, em 2008; Ataque à delegação de Cricket do Sri Lanka, em 2009; ataque à seleção de futebol do Togo, em 2010 e atentado terrorista em um teatro de Mogadíscio que matou o presidente do Comitê Olímpico da Somália, em 2012.

Segundo analistas, a atividade de Inteligência é o único aparato estatal eficaz contra o terrorismo, pois atua eminentemente no âmbito preventivo.

O combate ao terrorismo é conduzido em duas vertentes principais: o anti e o contraterrorismo. O antiterrorismo compreende a condução das medidas de caráter defensivo que visam reduzir as vulnerabilidades aos atentados terroristas. Já o contraterrorismo compreende a condução de medidas de caráter ofensivo, tendo como alvo indivíduos e organizações extremistas a fim de prevenir, dissuadir, interceptar ou retaliar seus atos.

Segundo analistas, a atividade de Inteligência é o único aparato estatal eficaz contra o terrorismo, pois atua eminentemente no âmbito preventivo. As condições indispensáveis para seu êxito são que o planejamento e a execução das ações sejam baseados num sólido e bem estruturado sistema integrado de Inteligência. A informação precisa e oportuna, alicerçada em análise apropriada, é o fundamento básico de uma bem sucedida campanha de combate ao terrorismo.

Da mesma forma, a busca e a coleta de dados envolvendo as áreas política, econômica, social, militar e científico-tecnológica, visando subsidiar a análise estratégica que irá embasar a ação da autoridade decisora, são básicas tanto na condução das ações preventivas quanto repressivas.

Todas essas ações deverão estar permeadas por eficaz estratégia de Comunicação Social, para manter elevado o moral dos combatentes e da população, abrir e preservar um frutífero canal de comunicação com a sociedade, pelo qual fluirão dados e informações importantes, e também para fazer os órgãos de imprensa trabalhar a favor das Forças Legais.

Como sabemos, a melhor forma de agir preventivamente é por meio da educação, capacitando e aperfeiçoando o conhecimento dos profissionais de segurança, motivando-os a atuarem de maneira efetiva nas suas respectivas áreas de atribuição.

O Reino Unido passou sete anos preparando-se para enfrentar o terror nas Olimpíadas de 2012 na maior operação em solo inglês após a II Guerra Mundial. E nós, o que estamos fazendo?

Há esforços, sem dúvida, em vários setores da segurança pública, mas falta uma coordenação mais assertiva e um programa de capacitação e treinamento preventivo uniforme e coordenado para as forças de segurança das Cidades-Sede da Copa das Confederações em 2013 e da Copa do Mundo em 2014. É erro crasso deixar para a última hora a formação de pessoal qualificado, dada a complexidade do treinamento antiterror e das múltiplas nuances que o cercam.

Estudos realizados pelo governo norte-americano após os atentados de 11 de setembro de 2001 demonstraram que ações preventivas custam 10 vezes menos que as repressivas, além do fato de resguardarem o patrimônio público e privado e, principalmente, preservarem vidas humanas.

Oportuno lembrar que o governante que tiver sua biografia política maculada por um ataque terrorista que pudesse ter sido evitado, dificilmente se elegerá sequer para síndico do prédio. Doze cidades das cinco regiões do Brasil receberão a Copa do Mundo em 2014. Mais de R$ 25 bilhões serão investidos em aeroportos, estádios e novos sistemas de transportes, tudo para adequar a infraestrutura das capitais aos milhares de turistas que virão ao evento.

E a segurança? Neste aspecto, não basta apenas pedir que Deus nos ajude, apesar de sua fama de ser brasileiro. Está aí uma boa razão para arregaçarmos as mangas. Precisamos fazer a nossa parte e há muito ainda para ser feito.

(1) – A relação simbiótica entre mídia, terrorismo e grandes eventos esportivos. Alexandre Arthur Cavalcanti Simioni – Artigo publicado na Revista Marítima Brasileira, 2º trimestre de 2012, Vol. 132 nº 04/06, pag. 171-187.

Mario Andreuzza é presidente do Instituto Sagres