As constantes notícias sobre corrupção nos fazem pensar se, algum dia, nos livraremos dessa praga que insiste em desmentir os dizeres de nossa bandeira. Segundo a FIESP, a corrupção no Brasil drena quase 3% do PIB, ou seja, nossa renda per capta seria 15% maior se fossemos honestos!

O ente público tem um longo caminho a percorrer na busca pelo saneamento de suas fileiras, na seleção e na capacitação de seu quadro funcional, e na melhoria de suas práticas de trabalho. O mundo corporativo também precisa adotar medidas severas que contenham e desencorajem as tentativas de fraude, de corrupção ativa e passiva, por ação ou omissão, não só pela aplicação de sanções como, também, concedendo prêmios aos que se mantenham íntegros, deixando o colaborador diante de uma escolha: faço o certo e sigo em frente, ou faço o errado e minha vida na empresa pode acabar aqui?
O efeito educador de se fazer o certo (e ser recompensado por isso) espalha-se pela exemplaridade e precisa vir de cima (top-down).

A corrente do “só faço o que é correto” tende a firmar-se nas organizações, que são compostas em sua maior parte por pessoas de bem, as quais, lideradas e unidas, desenvolverão o sentido do pertencimento.

"Estar conforme mandam as normas"

“Estar conforme mandam as normas”

Os excluídos terão de se organizar para sobreviver, ficarão sem ambiente e acabarão por deixar rastros que poderão ser seguidos.

Esses são alguns benefícios da prática diária do compliance, cuja tradução livre seria “estar em dia com as regras vigentes” ou “estar conforme mandam as normas”. Muito mais que um código de posturas, trata-se de uma cultura a ser aceita e adotada pelo corpo funcional, público ou privado, de não conviver com o erro, ser ético, acertar da primeira vez, encantar o cliente e orgulhar-se em pertencer a tudo isso.

Eugenio Moretzsohn é especialista em Contrainteligência em compliance

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